Narcolepsia: Saiba as causas, os sintomas e como se tratar desse terrível distúrbio do sono

Muitas pessoas costumam sofrer em relação a manutenção de suas noites de sono, acordar frequentemente, demoram a pegar no sono e não conseguem manter um sono de qualidade. Outras pessoas sofrem com o excesso de sono durante o dia e com ataques de sono diários ainda que tenham sempre boas noites de sono, e é dessa condição que iremos tratar.

O que é a Narcolepsia?

Um dos tipos de distúrbio do sono, a narcolepsia é caracterizada pela sonolência excessiva durante o dia e por frequentes ataques de sono que podem se tornar realmente incontroláveis em muitos casos.

Os ataques de sono relacionados a narcolepsia podem, inclusive, trazer constrangimentos as pessoas que sofrem da doença, uma vez que podem ocorrer a qualquer momento, como enquanto dirige, em uma conversa entre amigos, no trabalho enquanto está ao computador, em consultar médicas, etc. Não existe hora nem lugar para que o distúrbio aconteça, e por isso é importante estar atento as formas de conviver melhor com a doença.

O mais importante a se pontuar aqui, é que apesar do desconforto que possa ser gerado para quem tem a doença, como também para quem convive com as pessoas afetadas, é que a narcolepsia não está ligada a falta de sono durante a noite, preguiça, depressão, convulsões ou desmaios, mas que essa é uma doença crônica, incurável, e que muito afeta a vida de quem convive com ela.

A boa notícia, é que apesar da narcolepsia não ter cura, existem tratamentos que podem ajudar a controlar o excesso de sono através da mudança do estilo de vida e também por meio de medicamentos, mas inicialmente, vamos as causas da doença.

Causas

Especialistas acreditam que a narcolepsia seja causada pela ausência ou perda de um grupo de células do hipotálamo. A ausência dessas células faz com que o organismo esteja impossibilitado de criar um neurotransmissor chamado hipocretina, que tem como missão nos manter acordados. A ausência desse neurotransmissor pode fazer com que o sono apareça em horas erradas, causando os transtornos da narcolepsia em relação a esses ataques de sono.

A narcolepsia então, é uma das doenças que intriga médicos e cientistas, uma vez que ainda não foi encontrada e comprovada sua causa, ainda que existam indícios de que fatores genéticos podem estar ligados à doença, assim como foi descoberto recentemente que a insônia pode ser genética.

Ainda em relação aos ataques de sono, um dos fatos que chama a atenção na narcolepsia é que uma pessoa comum passa por alguns estágios de sono antes de cair no sono profundo, chamado de sono REM. Já a pessoa com narcolepsia pula todas essas fases e já cai nesse sono profundo muito rapidamente, começando a sonhar instantaneamente, e isso pode acontecer tanto a noite, como durante o dia enquanto a pessoa está fazendo tarefas comuns.

A idade pode ser um dos fatores que contribuem para o aparecimento da narcolepsia, onde ele se torna mais comum no final da adolescência e após os 50 anos, onde mulheres na menopausa também correm mais risco de serem afetadas pelas doença. Os fatores genéticos e infecciosos podem estar relacionados ao aparecimento da doença, porém, nada foi confirmado ainda.

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Os Principais Sintomas da Narcolepsia

Sonolência diurna excessiva

Como já pontuado, a sonolência diurna excessiva é o principal sintoma da narcolepsia, e é fácil perceber isso, uma vez que as pessoas atingidas pela doença podem adormecer a qualquer hora e lugar, ainda que estejam realizando tarefas importantes. Um dos perigos em relação a isso, é que essas pessoas podem acabar colocando suas vidas em risco, como no caso de acidentes relacionados a narcolepsia, por exemplo.

Os ataques de sono podem durar apenas alguns minutos ou cerca de meia hora, e após isso a pessoa passa a se sentir revigorada, porém, outro ataque de sono pode surgir pouco tempo depois. Não há regras para esse tipo de ataque, e a narcolepsia é bastante dinâmica.

Perda súbita do tônus muscular

Conhecida como cataplexia, essa perda de tônus muscular acaba causando mudanças físicas por causar fraqueza aos músculos do corpo, podendo inclusive afetar a fala de uma pessoa atingida pela narcolepsia.

Apesar de ser incontrolável, a cataplexia não é uma condição que persiste por muito tempo, durando no máximo alguns minutos. Ela pode ser desencadeada por emoções intensas e normalmente positivas como o riso ou excitação, mas também pode ser causada por fatores como medo, surpresa ou raiva.

A cataplexia pode ou não aparecer em quem sofre com a narcolepsia, e existem casos onde ela é frequente, e outros onde ela aparece poucas vezes ao ano.

Paralisia do sono

Um dos sintomas mais estranhos e digamos, assustador de quem sofre com a narcolepsia, a paralisia do sono acontece quando a pessoa fica paralisada, incapaz de falar ou se mover enquanto estão adormecendo ou despertando. A duração da paralisia do sono costuma durar apenas alguns minutos, mas pode ser bastante desagradável.

Algumas pessoas que não tem narcolepsia podem também sofrer com a paralisia do sono e nem todas as pessoas que tem narcolepsia obrigatoriamente passarão por casos de paralisia do sono.

Alucinações

As alucinações as quais nos referimos aqui podem ocorrer quando a pessoa está começando a despertar e enquanto ela está caindo no sono. Isso acontece porque uma pessoa que tem narcolepsia pula os estágios de sono e já vai diretamente para o sono REM, começando a sonhar enquanto ainda pode estar parcialmente acordada. Dessa maneira, é comum que as pessoas que tem essa doença confundam um pouco seus sonhos com o que aconteceu de verdade.

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Outros sintomas

Quem tem narcolepsia ainda pode apresentar sintomas como insônia, síndrome das pernas inquietas e apneia obstrutiva do sono.

Em alguns casos, uma pessoa pode cair no sono através de um ataque de sono repentino e continuar a executar a atividade em que estava empenhada antes de cair no sono, sendo assim, algumas pessoas podem continuar digitando no computador, escrevendo, ou até mesmo dirigindo normalmente enquanto estão dormindo.

Diagnóstico

O diagnóstico da doença pode ser feito através de exames em institutos e clínicas especializados no sono, e os exames mais comuns são a polissonografia e o teste de latências múltiplas, levando em consideração todos os distúrbios de sono que uma pessoa possa ter.

Tratamento

O tratamento para a narcolepsia deve ocorrer através de mudanças de hábitos das pessoas que sofrem dessa condição, como em relação ao trabalho e a momentos importantes da vida pessoal e profissional, onde a pessoa deve se adequar a sua condição, e ter a oportunidade de tirar cochilos caso perceba que um ataque de sono está perto de acontecer.

Aliado a isso, é importante procurar um médico para que o tratamento possa seguir com a utilização de remédios que deixarão a pessoa mais atenta e com uma certa redução dos ataques de sono.

Os tratamentos da sonolência excessiva e da cataplexia são diferentes, mas os remédios indicados para um caso podem melhorar também o outro, e muitas vezes a melhor solução é combinar esses remédios (estimulantes e antidepressivos) afim de dar uma melhor qualidade de vida a quem sofre da doença.

Sendo assim, esteja atento aos sintomas e sempre procure um médico que irá dar orientações em relação ao seu caso específico, e em como melhorar sua qualidade de vida.