Melatonina: Conheça o Hormônio do Sono

Sabemos que o sono é de extrema importância para a manutenção da saúde do corpo e que é a partir dele que recuperamos nossa energia. Sabemos também, que na maioria das vezes não se trata apenas de dormir, mas de dormir com qualidade, onde uma boa noite de sono é imprescindível para manter a boa saúde de um indivíduo.

A melatonina é um hormônio que cuida da regulação do sono em nosso corpo, e sua produção é feita em períodos que o corpo passa na escuridão, ou seja, quando estamos dormindo, a noite.

Quando estamos com dificuldades para dormir, ou trocamos o dia pela noite, é comum começar a sentir os efeitos da insônia, uma vez que a falta de melatonina confunde o relógio biológico do nosso organismo.

A produção da melatonina ocorre durante toda a vida, mas vai diminuindo conforme vamos ganhando mais idade, a alternativa para lutar contra isso e para melhorar casos de insônia, seria utilizar a melatonina na forma de suplemento. Essa melatonina ainda é produzida naturalmente, a partir de plantas que também a produzem, e tem sido utilizada no mundo todo atualmente por ser mais natural do que outros medicamentos dom efeito calmante.

Mas o que é a melatonina afinal? Como nosso corpo a produz?

Como já dissemos, a melatonina é um hormônio. Esse hormônio é produzido pela glândula pineal e sintetizado pelo triptofano. A glândula pineal é aquele que controla nosso corpo em relação a regulação do sono.

A melatonina só é liberada na ausência de luz, e por isso é tão importante que mantenhamos nosso sono durante a noite. Porém, para pessoas que trabalham a noite e dormem de manhã, por exemplo, sua produção é dificultada e hoje em dia no Brasil não existe uma opção que permita que o indivíduo a reponha em forma de medicamento.

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Principais benefícios da melatonina

Além da regulagem do sono, a glândula pineal ainda está ligada a outras funções do corpo como a regulação de hormônios utilizados para a reprodução e no sistema imunológico.

A melatonina em si ainda tem função antioxidante, recuperação de neurônios, e de células epiteliais causadas pela exposição a raios ultravioletas.

Essa ação antioxidante também chama a atenção pelo fato de que ela combate os radicais livres, que impedem doenças como o câncer e o envelhecimento precoce. Além da dificuldade em se produzir melatonina pela falta de um período de sono a noite, sua produção pode ser diminuída também pelo estresse e por problemas relacionados a outras doenças, evidenciando mais uma vez a urgência de maiores estudos relacionados ao comprimido de melatonina e sua liberação no país para que seu uso possa ser controlado por médicos, afinal qualquer medicamento, ainda que natural, quando tomado por conta própria pode trazer problemas.

Os benefícios de uma boa noite de sono são muitos, e já falamos sobre eles neste artigo, porém a melatonina não ajuda apenas na manutenção de uma boa noite de sono, como também está relacionada a outros benefícios como:

  1. A ajuda com o processo de emagrecimento
  2. Proteção e auxilio a pacientes que já sofreram com um acidente vascular cerebral
  3. Maior controle da hipertensão arterial
  4. Auxílio no tratamento de doenças como o diabetes
  5. Auxílio no combate as crises de enxaqueca
  6. Auxílio na redução da queda de cabelo causada pela genética

Todos esses benefícios já foram estudados e as certezas sobre eles crescem a cada dia, daí chamamos a atenção a importância da legalização do medicamento no Brasil, para que ele possa ser manipulado corretamente, e de acordo com as regras da Anvisa, mantendo inclusive seus usuários mais tranquilos em relação a procedência do remédio. Se você quer dormir bem e rápido, melatonina definitivamente pode te ajudar.

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Quem pode tomar melatonina?

A melatonina é indicada a pacientes que tem sofrido com o tratamento do câncer, pessoas que viajam com muita frequência –por causa do jetlag-, pessoas que sofrem com distúrbio do sono, trabalhadores noturnos e profissionais que trabalham em sistema de plantão noturno, como os próprios médicos.

Porém, existem grupos de pessoas onde os estudos em relação ao uso da melatonina ainda não avançaram, e portanto, as consequências de seu uso são desconhecidas. Nesse grupo podemos incluir pessoas que sofrem com elevadas taxas de colesterol, pessoas que consomes estatina, pessoas que fazem uso de medicamento de controle a pressão arterial, portadores de doenças cardiovasculares ou pessoas que estejam em tratamento em relação a isso, crianças menores de 12 anos de idade, gestantes, mulheres em períodos de lactação ou mulheres que estão planejando engravidar.

Esse grande número de pessoas colocadas em grupos de risco porque não existem estudos sobre sua reação em relação a melatonina também evidenciam o problema da falta de pesquisa em relação ao medicamento, e aos problemas que a proibição de seu uso ou comercialização tem causado.

Muitas vezes, alguns remédios tem suas vendas proibidas simplesmente porque eles possuem as mesmas características de outros remédios mais caros, sendo assim, com a liberação de remédios mais baratos, a indústria farmacêutica perderia muito dinheiro, e esse jogo de interesses tem prejudicado muitas pessoas.

O rivotril, por exemplo, é o calmante mais vendido no Brasil, e imaginem só se a melatonina fosse liberada, alguém sairia perdendo, não é mesmo? E é disso que se trata também a discussão em relação a liberação de muitos remédios naturais.

Bula, composição e quantidade

melatonina-natrol-3mgA melatonina quimicamente falando é uma indolamina sintetizada a partir do aminoácido triptofano, que é encontrado nas proteínas.

Pessoas que queiram utilizar o hormônio para a melhora dos níveis de melatonina para a regularização do sono devem tomar doses que variam de 0,3 a 6 miligramas do produtos, e em alguns casos, como em de insônia crônica e forte, esse valor pode chegar a 20 miligramas, porém, esses valores devem ser acompanhados por um médico, uma vez que a utilização de qualquer remédio por conta própria é arriscada.

A proibição no Brasil

A proibição da melatonina no Brasil aconteceu em 1995, quando ela foi amplamente utilizada em tratamentos de rejuvenescimento, sem nenhum estudo que desse algum embasamento comprovado sobre isso, porém, com grande parte da população tendo dificuldades para dormir, a liberação da venda e o registro do hormônio na Anvisa tem sido cada vez mais alvo de discussão.

Não é preciso ter medo, uma vez que a venda da melatonina no Brasil é proibida porque o hormônio não está registrado na Anvisa, porém, seu uso não é proibido, e é possível trazer esse remédio de outros países com a ajuda de uma receita médica.

Nesse sentido, esteja tranquilo em procurar um médico do sono para falar sobre o assunto, ele provavelmente já estará por dentro da questão da melatonina, e muitos apoiam seu uso, então não é crime nenhum perguntar sobre a possibilidade de uso deste medicamento, e sobre a possibilidade de que você não esteja produzindo melatonina o suficiente.